segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Preparativos – parte II

Nos meus 5 dias de férias que tirei no início do mês, viajei para organizar os preparativos para o casamento. Era tanta coisa pra fazer que eu fiz uma lista e programei as tarefas de cada dia para poder dar conta. Com um feriado no meio da semana ficou ainda mais difícil. Faltava escolher o vestido, os doces, o bolo, o cardápio do jantar, a floricultura, fotógrafo, as músicas para a cerimônia (as que farão parte da missa), entregar convites... e muitos outros detalhes.



Foi um sufoco e ao mesmo tempo divertido. Surgiram imprevistos, como ter de mudar de Igreja e reimprimir os convites e ter de arranjar outras pessoas para preparar o jantar!! Deu trabalho escolher a floricultura e definir a decoração e muito mais para escolher o vestido. Provei mais de 50, fui a várias lojas e só decidi poucas horas antes de retornar pra casa. Eu não queria nada muito caro, muito extravagante, queria algo confortável... só o quesito valor já reduz muito as opções. Como é caro alugar um vestido de noiva!

Tem gente (leia-se empresários/comerciantes) que acham que só porque a gente está casando está disposto a gastar fortunas!! Eu queria/quero um casamento bonito, mas não quero exageros. Só quero gastar aquilo que é necessário para deixar a cerimônia bonita, para receber bem meus convidados... ter um dia agradável. Não estou me casando para me exibir, nem para disputar o vestido mais bonito, a festa mais chique com ninguém. O mais importante para mim é a cerimônia, o ato em si, e não glamour. Mas tem quem pense diferente. Percebi até algumas reações estranhas, uns olhares que pareciam dizer “coitada, não pode gastar muito, é pobrezinha” ou “mão de vaca”. Puxa, nem todo mundo é consumista!! Nem todo mundo pensa no casamento como momento para exibicionismo!! E, claro, não tenho dinheiro para isso e mesmo que tivesse! Como é difícil querer fugir desses clichês. Já vi muitas histórias de gente que se casou, gastou fortunas e se separou menos de um ano depois. Vai ser simples, mas bonito, tenho certeza. E o melhor de tudo: inesquecível.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

9 de agosto


Em 9 de agosto de 2011 eu obtive meu primeiro resultado de gravidez positivo. Três dias depois eu tive minha primeira (e quiçá, única) frustração deste tipo: um aborto espontâneo.

Aos primeiros sinais de atraso menstrual surgiu a expectativa e a alegria pela gestação tão esperada. Há exatamente um ano parei de tomar pílula e venho tentando engravidar. Fiz todos os exames solicitados pela ginecologista e nada de errado foi constatado. Era só praticar. Foi o primeiro indício de gravidez. Meu marido/noivo e eu ficamos muito felizes e eu logo tratei de espalhar a notícia. Mas quando o sangramento começou, fiquei apreensiva e com medo. Na internet muitos artigos dizem que isso é normal, que significa que o embrião se colou ao útero ou coisa assim, mas a situação só foi piorando e vieram as cólicas. Exames de BHCG e ecografia transvaginal confirmaram: não havia mais indícios de gravidez.

Não posso dizer que foi um choque, uma tragédia, porque estava apenas no início, e eu nem mesmo me sentia grávida. Era até estranho quando alguém mencionava isso, mas fiquei triste. Na noite em que o sangramento começou meu marido e eu corremos para o hospital, depois passamos horas a procura de clínicas ou hospitais que fizessem os exames de emergência, além disso tinha as dores abdominais... eu estava exausta. Chorei talvez mais pelo estresse gerado do que pela perda em si (como eu disse, pela gravidez ser tão recente). Depois me senti meio envergonhada por ter de contar às pessoas que eu não estava mais grávida. Eu sei que as pessoas entendem isso, mas era como se eu tivesse contado a todos uma mentira. Ta, é uma bobagem, mas foi assim que eu me senti.

Depois a frustração pesou mais. Eu não sabia nem como registrar isso aqui no blog. Somente hoje consegui encontrar as palavras para isso.
Agora me sinto bem, tanto física como emocionalmente. Consegui voltar a minha vida normal e posso continuar tentando... Voltei minhas atenções ao casamento outra vez, retornei ao trabalho , que por sinal está exaustivo, e vou seguindo, como sempre faço.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Preparativos

Passados muitos dias sem postagens é bom fazer um balanço.
Julho foi um mês muito estressante. Enquanto meu colega revisor curtia férias eu ficava atabalhoada de trabalho!! Ufa! Chefia nova, muita coisa, muita coisa, muita coisa pra fazer. Muita pressão pelos acertos. Muita responsabilidade. Somadas às responsabilidades do trabalho com as de casa, somadas às férias dos enteados, somadas ao cansaço de meio de ano... Nossa. Estava a ponto de pirar e talvez pirar quem estava perto de mim. Desabei. Uma vez no trabalho, uma vez em casa. No trabalho me senti constrangida, em casa aliviada. Chorei, fiquei com olheiras... o mês passou, as férias acabaram e as coisas parecem estar voltando ao normal.



Quer dizer... normal na minha vida é sempre estar planejando algo. Já que o bebê não vem, e pra deixar a ansiedade sobre o assunto de lado, e já que as pessoas insistem em repetir a máxima de que o problema é a tal da ansiedade, eu resolvi me entreter com alguma coisa. Pedi meu namorido em casamento. É mesmo. Fui eu quem tomou a decisão (que a gente já havia tomado há tempos, mas estava esperando o momento adequado). Ele topou na hora. Escolhi a data e começamos os preparativos.

A distância as coisas ficam um pouco complicadas, mas sorte que a família é bem relacionada e cada um conhece alguém que pode resolver ou organizar algum dos detalhes do casamento. De longe, uma vez que o casamento será no Sul, em dezembro, vamos planejando e meus familiares vão executando. Os convidados não serão muitos, nem vai dar pra convidar todos os parentes; também não queremos nem podemos fazer algo muito dispendioso, mas mesmo assim há muito trabalho: preparar os convites, entregá-los, contratar a decoração, o fotógrafo, o som, o buffet...O que parecia uma tarefa árdua até que está indo muito bem.Família grande tem suas vantagens. Cada um com sua especialidade e sua profissão vai ajudar a preparar a cerimônia e a festa.Um dos tios vai celebrar a missa, outros vão preparar a missa. Os pais encontraram uma capela do jeito que eu queria. O noivo vai ele mesmo preparar os convites. Uma tia alugou o local para a festa, uma prima vai preparar o jantar. O irmão já arrumou quem vai tocar e um primo é DJ. Uma amiga da família faz bolos, a cunhada conhece quem faz doces maravilhosos... e por aí vai. Uma das irmãs trabalha num clube e vai emprestar foros de cadeiras e toalhas. A mãe não sabe, mas vai fazer os guardanapos de tecido e eu mesma quero fazer os porta guardanapos para presentear os convidados.

Vamos tentar fazer bem bonito dentro de nossas possibilidades. Cá entre nós, é uma ótima distração, não?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

da falta

Faz tão poucos dias que meus pais estiveram aqui, ams parece que faz meses. Sexta era aniversário de minha mãe e sábado de meu irmão mais novo, que acabou de fazer 30 anos!!
Eu tinha seis quando ele nasceu. Ajudei a trocar fraldas, cantava para ele dormir, balançando-o sobre a cama de molas. Hoje é um homem feito que acabou de marcar a data do casamento. Comemoraram seus aniversários e de outros conhecidos e familiares numa festa junina!! A festa que eu idealizei na chácara de meu tio alguns anos atrás e que anualmente vem se repetindo. Algumas com maior organização e sucesso que outras, mas que nunca mais deixou de ser realizada. Senti saudades. Senti falta de estar presente. Sinto falta da companhia da família... barulhenta, espalhafatosa,dramática...companheira. Senti falta dos abraços, das risadas.

Contudo, fico realmente feliz de saber que estão todos bem. Principalmente de saúde, pois me sentiria péssima de estar longe e saber que algum deles estivesse doente e não poder estar perto. Fiquei imaginando como teria sido se quando meu irmão mais velho esteve doente eu estivesse longe. Não suportaria isso. Acho que seria capaz de me demitir para poder ficar perto. Deus é bom. É importante a gente avaliar as situações ruins com um certo otimismo. isso nos faz perceber que as coisas poderiam ser bem piores... e aí a gente se conforma, e fica bem.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pós-visitas



Foram 7 dias muito legais!! Faz só 3 dias que meus pais e minha sobrinha foram embora e parece que faz meses. A estada passou tão depressa. Valeu a pena todo o esforço pra deixar as coisas em ordem. Tínhamos até um planejamento dos passeios e o cardápio pronto. saiu quase tudo como planejado, não houve contratempos (a não ser o meu, de ter de ir pro hospital e tomar injeções por causa de uma forte dor muscular na região da homoplata e braço esquerdos). Visitamos o parque da cidade, o congresso nacional, a catedral de Brasília. Fomos também à torre de TV, Ponte JK, o Palácio da Alvorada, o morro da Igreja e até demos uma passadinha no Vale do Amanhecer (onde eles ficaram bastante impressionados). Fomos também jantar fora uma noite pra comer carne de sol com mandioca, um prato típico.
Fora os momentos em casa tomando chimarrão, batendo papo. A festinha junina dos moradores da nossa rua, os almoços e jantares sempre muito agradáveis.
No dia seguinte á partida deles até meu marido falou que já estava com saudades.
Como minha mãe já havia estado aqui ano passado e minha sobrinha ainda é criança, o mais impressionado com tudo era meu pai. Eu tinha dúvida se ele realmente viria, uma vez que em muitas situações chegou a insinuar o contrário, mas ele veio e penso que não se arrependeu. Apesar de um pouco preguiçoso para caminhar, topou todos os passeios e se divertiu.

Minha sobrinha fotografou e filmou tudo o que via. No zoológico tirou fotos de todas as cobras...mas a foto mais engraçada foi da bunda do elefante!!kkkk Fizemos uma festinha de aniversário antecipada para comemorar os 11 anos dela. Estava feliz, escreveu muitos recadinhos para mim, mas nos dois últimos dias já estava sentindo saudades dos pais e do irmão.
Essas visitas são revigorantes para nós que estamos tão longe dos familiares. Nos fazem muito bem.

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Show da Paula Fernandes. Hoje!!!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ai, Ai!!


Ai, ai!! Cansei!
As últimas três semanas foram exaustivas. No trabalho, além do estresse que tivemos, houve muito trabalho. Em casa não foi diferente. Se quisemos deixar a casa em ordem para receber meus pais e sobrinha tivemos que arregaçar as mangas, literalmente. Primeiro porque não tem gente para trabalhar. Tenho percebido aqui uma grande dificuldade de conseguir pessoas para trabalhos de carpintaria, marcenaria, serviços gerais. Quando se consegue alguém, o valor é muito alto, porque estão acostumados a trabalhar em grandes obras e não se sujeitam por pouca coisa. Às vezes até recusam trabalho se não na visão deles não compensar.Outras vezes, consegue-se alguém (nem sempre mão-de-obra especializada), acerta-se uma valor, a pessoa vem, trabalha um dia, recebe um adiantamento e ... some. Pode ser até que apareça pra terminar o serviço,mas uma semana ou duas depois.Diante disso não tem jeito: colocar a mão na massa. Foram vários os fins de semana pintando janelas, cerca, piso;instalando coisas; arrumando tomadas; criando maneiras de deixar a casa mais bonita;arrumando o jardim... ai, ai.
Chega a segunda-feira e a gente ainda está cansado.O corpo dói! Bem,mas a gente faz isso porque sente satisfação também.É bom ver "antes e o depois". E a gente até tira fotos. Apesar do cansaço, vale a pena,a gente ecomomiza e de troco ainda ganha uma massagem.

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Esqueci de contar: no dia dos namorados (sim, estávamos cansados!) fomos assistir ao show do Papas na Língua, bem de pertinho...tudo tranquilo, sem empurra-empurra. Muito legal. Pra provocar o marido eu retribuia o vocalista que jogava beijos para a plateia. Foi engraçado. E pra ME provocar, meu marido prometeu jogar muitos beijos para a Paula Fernandes quando a gente for ao show dela. kkkkk

segunda-feira, 6 de junho de 2011

curtindo (ou tentando) uns showzinhos

Nos últimos meses até que tivemos a oportunidade de assistir a vários shows. No aniversário de Brasília vimos Cesar Menotti e Fabiano (tinha outros shows, mas a gente só viu essa parte), depois ouvimos Zé Ramalho (já que não dava pra ver nada devido ao posicionamento do palco - na lateral de uma rua - e ao grande número de pessoas); sem seguida Paralamas do Sucesso (todos gratuitos!!).
Há algumas semanas fomos parar num show com repertório só de músicas francesas,na caixa cultural, mas nada de baladas romãnticas... era rock! Músicas que eu nunca tinha ouvido.
Na última sexta fomos ao show da banda Nenhum de Nós, esse era pago, mas bem baratinho. Já o show de ontem foi um caso a parte. Havia um festival, também gratuito, acontecendo no final de semana, com a apresentação de vários cantores e bandas, como Alceu Valença, Titãs, Skank, CPM22, NXZero... Bem, resolvemos dar uma passada lá pra ver o show do Skank que estava marcado pras 20h. Antes teria show com CPM22. Como prevíamos, a programação estava atrasada. Ficamos vendo o show, a gente até conhecia algumas músicas, mas achei o vocalista do CPM muito magro. Não que eu me lembre bem dele, mas parecia estranho. Até que o vocalista mencionou o nome da banda: NXZero!!! caímos na gargalhada. Estamos tão por fora das bandas de rock que confundimos as bandas. Os fãs vão nos crucificar!! Sinto muito...não foi por mal.Por fim a gente se sentiu incompatível com o show e com o público, e ainda tinha a CPM até chegar a vez do Skank... fomos embora. Mas foi engraçado.
Ah! Mês passado fomos a uma cesão de autógrafos da Paula Fernandes.
Eu gosto de shows, mas acho que estou perdendo o entusiamo com esse tipo de evento... Se demorar demais pra começar, canso. Se tiver gente passando por mim o tempo todo (tem gente que não vai asssistir ao show, vai para desfilar), me irrito. Estou ficando velha. Gosto de ficar na minha, pra curtir, poder cantar e dançar, por isso detesto aperto, gente que fica conversando o tempo todo ali do ladinho... coisa chata.