domingo, 23 de setembro de 2012

O Primeiro mês

Assisti recentemente um “capítulo” de uma reportagem intitulada “Mães superando o primeiro mês”. Mães e pais aprendendo a lidar com seus bebês e enfrentando as dificuldades e os desafios do primeiro mês de vida. O título é realmente apropriado. Francisco completou 30 dias esta semana e este foi um período de muito trabalho. O primeiro desafio a se vencer foi o da amamentação. Não é tão fácil quanto parece. É preciso que o bebê faça a pega correta para evitar fissuras nos seios e para que ele consiga se alimentar direito. No hospital, enquanto estive internada, sofri muita pressão. Aliás, eu e ele. O leite não descia e não queriam dar leite artificial para não atrapalhar a amamentação... eu tinha que “forçar” . Fomos buscar ajuda no banco de leite, onde as enfermeiras me deram orientações e apoio. Essa etapa foi vencida. O leite veio em abundância e hoje Francisco mama direitinho. Havia também os cuidados pós-operatórios, mas felizmente me recuperei muito bem e rapidamente. Adaptação em casa foi outra etapa. A rotina mudou completamente e o centro de todas as atenções passou a ser o bebê. Ele por sua vez também teve muito a aprender e seu organismo a aceitar e se adaptar. Isso não é nada fácil para um bebezinho. Por mais que eu soubesse como cuidar de uma criança e o tenha feito por muitas vezes, agora a responsabilidade era minha, não dava para “devolver” para a mãe quando a coisa apertava. Eu sou a mãe. Choro, cólicas, trocas de fraldas, banho... o dia todo em torno de Francisco. Nos primeiro dias tinha a ajuda das avós, mas logo coube a mim e a meu marido assumir tudo. Como não temos nenhum parente por perto não há a quem pedir ajuda quando estamos cansados. Essa é a parte mais difícil. Recuperar energias depois de uma noite mal dormida, depois de horas de choro exige um esforço tremendo. As últimas semanas trouxeram também os desconfortos do clima quente e seco, tais como cansaço, moleza, calor... O final do primeiro mês trouxe a tão esperada chuva . Os desafios foram e são muitos e vão mudar conforme o tempo passa, mas a gente faz tudo com muito amor. Vamos aprendendo juntos e Francisco vai crescendo...graças a Deus, muito saudável. Suas feições já mudaram bastante, ele ganhou peso, cresceu e começa a interagir conosco. Dá sorrisos que parecem já estar correspondendo aos nossos estímulos, ergue a cabeça e consegue mantê-la firme por algum tempo. Coisa linda de se ver. O primeiro mês foi superado. Estamos prontos para os próximos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Menino Francisco, o nosso leãozinho nasceu

“Menino Francisco” era como o pai lhe chamava quando ainda estava no ventre da mãe. Era a senha de contato entre pai e filho. Menino Francisco nasceu, ou melhor, tiveram de “nascer-lhe” porque tempo nem sempre é o que se tem. Uma manhã se sol e com vento soprando forte o recebeu. Uma manhã de agosto, no inverno suave do Planalto Central. A escuridão de repente se tornou uma luz muito intensa. O que antes era silêncio e solidão num instante tornou-se barulhento, agitado, congestionado. Menino Francisco é feito de antagonismos: é forte e frágil, é grande e pequeno, é esperto e completamente inexperiente, é decidido, mas dependente, é o esperado e o inesperado. Menino Francisco é leão, é fera, é guerreiro, é amor, é vida. Menino Francisco olha o mundo com olhos grandes, um olhar entre o verde, o azul e o cinza. Há muito a conhecer, a desvendar. O mundo aqui de fora é muito diferente, ele já percebeu isso. Para quem o esperava, o mundo aqui de fora está mais feliz desde que Menino Francisco chegou.
Queridos amigos e familiares, Sei que todos compartilhavam comigo e André a espera ansiosa pelo nascimento de Francisco. Agradecemos a todos pelo carinho, pelas orações, pelo apoio. Tudo deu certo, embora tenhamos tido de mudar alguns planos. Ele nasceu na segunda-feira, 20 de agosto, às 8h55, no Hospital Santa Helena, em Brasília, É nosso candanguinho. Pesou 2,855kg, e mediu 48cm. Com quem se parece? Difícil dizer ainda, mas ao que tudo indica, terá os olhos como os da mãe, os pés e mãos do papai... É moreno clarinho e tem cabelinhos castanhos. É lindo, lindo, claro, pelo menos aos olhos da família. Tem dado um pouco de trabalho, ms estamos todos nos adaptando e nos entendendo melhor a cada dia. É uma experiência maravilhosa. Beijos a todos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Só esperando

Os dias vão passando e não há nada a fazer a não ser esperar a hora em que FRancisco vai desejar nascer. Agora só depende dele!! Estamos todos ansiosos, eu tento me controlar para não pirar e, por enquanto, estou dando conta. Se eu quisesse ou precisasse fazer cesária talvez ele já tivesse nascido, mas meu desejo sempre foi fazer parto normal, e, em princípio, assim será. Quando os índices glicêmicos ficaram altos o médico previniu que poderia ser necessário fazer parto cesariana, mas felizmente está tudo bem agora. Os últimos exames foram ótimos e até voltei a consumir algumas coisas doces. As ultrassonografias também mostraram que está tudo bem com o bebê, que estava pesando 2,600kg na semana passada. Por isso, não há com o que nos preocuparmos. Dizem que a mudança de lua influencia nos nascimentos e a próxima será no dia 17. Vamos ver se isso faz sentido.
Antes de o Francisco nascer, e virar o centro das atenções, quero deixar registrada aqui minha gratidão ao meu marido. Ele é um grande parceiro, companheiro mesmo. Sem sua compreensão e apoio a gravidez não teria sido tão tranquila. Ele esteve comigo em todos os momentos, em cada consulta médica, na realização de cada exame, cuidou de minha alimentação, de meu bem-estar. Planejou comigo cada passo para preparar a casa para a chegada do nosso filho. É um companheiro inseparável, a quem eu amo muito. Sou grata a Deus por ter colocado em meu caminho essa pessoa tão especial que está me ajudando a realizar um grande sonho.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Atualizando as notícias

O mês de julho passou rápido, como eu queria. Aconteceram muitas coisas, mas relaxei e não postei nada aqui. Está na hora de colocar tudo em dia. Está tudo pronto para esperar Francisco. O quarto está pronto, só falta colocar as cortinas e roupas de cama, o que se faz em instantes. As roupas estão todas lavadas e guardadas. Não me canso de olhar. Continuo minha dieta para controlar a glicemia e estou tendo bons resultados. Por indicação do obstetra, consultei uma médica endocrinologista que me receitou remédio para tireóide. Ela também pediu que eu fizesse o controle da glicemia com aquele aparelhinho que os diabéticos usam, mas o obstetra achou desnecessário. Para sabermos como estavam os níveis glicêmicos, fiquei internada dois dias e fiz o perfil da glicemia no hospital. Todas as coletas deram ótimo resultado, sempre abaixo do limite, assim o médico descartou o uso de qualquer medicamento para diabetes, mantendo-se apenas a dieta. Isso me deixou mais tranquila. Com isso também não houve mudança nos planos para o parto normal. Por enquanto, resta esperar a hora chegar. O bebê está ótimo, crescendo normalmente. Na próxima semana farei mais uma ultrassonografia.
Minha irmã Arieli e sua amiga Bruna estiveram em Brasília para fazer estágio e nos visitar. Foi muito agradável. A Bruna ficou 10 dias e a Arieli 16. Foi bom ter alguém da família por perto. Isso ajudou a passar o tempo, além de ter recebido ajuda extra para a realização do chá de bebê que fiz em casa e no trabalho.
Semana passada estive de férias – um restinho ainda do ano passado que eu deixei para tirar este mês, pois sabia que estaria cansada e ansiosa. Esta semana estou de atestado médico e semana que vem possivelmente já entrarei em licença. Estão sendo bons estes dias em casa. Estou esperando a chegada de minha mãe para amanhã. Embora o parto esteja previsto para a metade de agosto, ela fez questão de vir bem antes, pois com bebês nunca se sabe exatamente a hora que vão nascer, especialmente se a previsão é de parto normal. Ela não queria correr o risco de chegar depois que ele tivesse nascido, nem eu que isso acontecesse. Somos só eu e meu marido aqui, seria muito ruim não ter mais ninguém da família por perto. Por isso eu dizia ao Francisco para ele nascer só depois de a vovó chegar. A partir de amanhã ele estará liberado (risos). Acho que estou conseguindo não ficar tão ansiosa, embora à noite muitas vezes eu perca o sono sem motivo aparente. Parece que é mais uma questão de encontrar uma posição agradável do que ansiedade.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Contando os dias

Não tem como evitar. Estou contando os dias para a chegada do Francisco. O pior é que essa contagem é um tanto sem sentido, uma vez que não se tem uma data certa para o parto. A contagem vai pela aproximação da estimativa feita pelos médicos.(20 de agosto), mas eu tenho certeza de que será antes disso.E ainda tem a possibilidade de adiantar o parto. Infelizmente, meu último exame de glicemia apontou alteração. O médico me alertou que se isso evoluir para diabetes gestacional termos de fazer cesárea com 38 semanas, nesse caso, primeira semana de agosto. Fiquei bastante chateada na hora em que ele me falou isso, pois sempre fui contra cesáreas e também por estar com a glicemia alta. Eu havia engordado cerca de 5kg até então, comi muitas frutas e legumes durante toda a gestação, não consumi muitos doces...enfim, estava tudo indo muito bem.Resultado, ele pediu que eu procurasse uma nutricionista para fazer uma dieta. Eu fui, mas fou como se nem tivesse ido. A nutricionista praticamente não falou nada, eu fui quem relatou o que estava comendo e as mudanças que eu já havia feito na minha alimentação: arroz, macarrrão e pão integrais, leite desnatado, nada de doces, o açúcar substituído pelo adoçante, iogurte desnatado...(logo nesta época de festas juninas!! ai que tortura!!), ela apenas indicou o tipo de adoçante e me deu umas folhas que ela distribui a todos os pacientes com informações e orientações sobre alimentação... Eu já tinha pesquisado na internet e não vi nenhuma novidade! Ela não propôs um cardápio, nada.Estou fazendo minha própria dieta, e meu marido me dando todo o apoio, até entrou nela comigo. Compra as coisas para mim, cobra disciplina!!Tenho feito algumas caminhadas e hidroterapia (só que o foco desta são as dores que eu sinto na região da escápula), e por aí vai. Nos próximos dias irei repetir o exame,mas não sei se o tempo foi suficiente para reduzir a açúcar no sangue, faz apenas 20 dias que eu comecei essa dieta. Pela balança de casa eu até perdi peso, o que não é bom, uma vez que está na época de o bebê ganhar peso. Só esperar para ver. ____________ Sábado, dia 16, meu marido e eu participamos de um curso para gestantes. Foi muito bom, embora muitas coisas nós já soubéssemos, outras são conflituosas (um médico diz que é de um jeito o outro diz o contrário).O curso ocorreu no hospital onde está previsto meu parto e foi uma oportunidade de conhecer o local. Uma enfermeira nos levou para conhecer tudo. Só que foi cansativo. Começou às 8h, teve uma hora de almoço e foi até 18h30. Cheguei em casa exausta. ____________ Os móveis do quarto do Francisco estão sendo montados e já temos quase tudo o que é necessário, só está faltando adquirir a banheira, uma poltrona, e alguns objetos de decoração, que serão providenciados no início do mês. Não será um quarto de "CasaCor", mas vai ficar bem bonito.Meu marido fez quase tudo sozinho:pintou, colou papel de parede. Quando estiver prontinho eu postarei umas fotos aqui. Pretendo deixá-lo pronto mais próximo da data do parto, para não sujar, pegar poeira... Não vejo a hora!!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fases

Que a gestação é feita de fases, todo mundo sabe, especialmente as grávidas. Os "trimestres" têm suas características bem claras. Como estou entrando no terceiro,o que mais me incomoda é a azia, mas me preparo para as dores lombares, as cãimbras, os empurrões do bebê nas costelas, a dificuldade para dormir... (será que tem coisa boa?). Talvez a melhor notícia seja que falta pouco! Logo, logo o bebê estará nos meus braços!E tem os preparativos, que agora tomam mais fôlego: a preparação do quarto, a compra dos móveis, os últimos detalhes do enxoval... Com a passagens dos trimestre notei que passei por fases alimentares também. Bem, no começo não tinha apetite, especialmente nas principais refeições do dia. Era difícil definir o cardápio, pois nada apetecia. nem vontade de sair de casa para um almoço ou jantar eu tinha. Logo começou uma fome interminável. Comia várias vezes por dia (frutas, iogurte,biscoito)e, à noite, muitas vezes acordei com fome.Nesse mesmo período comi muita maçã (especialmente de manhã, para evitar enjoos),nectarina, ameixa, abacaxi e picolé de tangerina. Depois, cansei do picolé de tangerina e comecei a tomar guaraná (suco)e leite achocolatado. Enjoei do guaraná, e o achocolatado começou a me parecer muito doce. Aliás, o exame de curva glicêmica apresentou uma pequena alteração, então, melhor não exagerar no açúcar. No final do segundo trimestre comecei a sentir "muita atração" por melancia. O cheiro, o sabor... o suco fresquinho dela...Ainda estou nessa fase.Já consigo me alimentar bem. Como de tudo. Não enjoei de nada. Fiquei um tempo sem comer peixe, mas ele já retornou para meu cardápio. Não tive "desejos", apenas percebia que algumas coisas caiam bem e outras não, de modo que era o que eu procurava comer. Ah! Excetuando-se item alimentar, eu enjooei de alguns perfumes. Teve um antitranspirante de meu marido que eu tive de esconder para ele não usar mais, e alguns perfumes meus que ainda não consigo usar. Quanto a roupas e calçados, bem.. roupas, de uma semana para outra algumas deixam de servir e vou ficando sem opção. Calçados.. só estou usando alguns (um número maior). os escarpans que eu usava, nenhum serve mais. Só uso sapatilhas e chinelos, praticamente!! Não dá para ficar gastando horrores com sapatos e roupas na gestação(como tudo é caríssimo!!), porque é um período passageiro. Saudades dos meus sapatos!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ser mãe

Recebi muitas felicitações pelo dia das mães.Fiquei feliz com todas elas, mas sabe quando você não se sente digno de algo? Foi assim comigo. Meu primeiro filho está aqui, no meu ventre, mas ainda não me sinto mãe. Penso que a gente só se sente mãe a partir do momento em que está com o filho nos braços, não é nem no parto. É a visão do filho, o cheiro dele, a responsabilidade por aquele serzinho indefeso que despertam nossos instintos maternos. É uma experiência única e maravilhosa, certamente. Estou feliz de estar prestes a viver isso.