quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Últimos capítulos da novela: procura-se um apartamento

Finalmente a novela está nos últimos capítulos. Desde os primeiros dias em Brasília, comecei a procurar um lugar para morar. A primeira dificuldade foi visitar os apartamentos. Depois de localizar e selecionar endereços na internet ou jornal é preciso contactar com as imobiliárias. Em nenhuma das que liguei havia alguém que pudesse me levar para visitar os apartamentos. Diferentemente de minha amada cidade, aqui, o interessado deve pegar a chave na imobiliária, ou se der sorte, na portaria do prédio, e visitar sozinho o imóvel, depois, devolve-se a chave. Ocorre que, muitas vezes a chave está de um lado da cidade e o imóvel noutro. Ocorre também, de você ir até o imóvel mas não encontrar o zelador, ou o porteiro que estão com as chaves. Para essa maratona de paciência, gasta-se, e muito, com táxi.
Vencida essa primeira etapa, vem a batalha seguinte: conseguir que a imobiliária alugue o imóvel para você. Bem, se você não tiver dois fiadores na cidade, com imóvel quitado, sua opção pode ser fazer um caução ou um seguro. Nem todas as imobiliárias tem a segunda opção. A terceira parece mais viável, mas ter sua ficha aprovada pela seguradora, não é tão fácil quanto parece. Tenho um ótimo salário, sou solteira, o que significa que o dinheiro é só pra mim, trabalho num Ministério, que deveria ser confiável, tenho um carro, não tenho nome sujo, mas por alguma razão não sou digna da confiança de uma seguradora. A mesma, para quase todas as imobiliárias.
Bem, depois do descaso de duas imobiliárias e da recusa da seguradora, pensei em montar uma barraca na Esplanada. Certamente chamaria atenção e talvez uma boa alma oferecesse um apartamento para eu morar, mas o medo de assustar minha família e me mandarem internar, desisti dessa empreitada e resolvi partir para outra... outra imobiliária.
Eis que quando minhas esperanças de encontrar algum locador disposto a me ajudar e compreender minhas limitações nessa cidade, encontrei uma boa alma. Uma boa alma, porque entendeu minha situação e me propos uma quarta opção!!! Fiadores de minha própria cidade!! por que ninguénm sugeriu isso antes!! Nada como ter a ficha limpa com a família!! Bem,vejo então essa novela se acabando... contrato em mão, só falta pegar a chave. A mudança é no sábado. Lamento informar que o apartamento é pequeno, festas, nem pensar. Mas dá pra por um ou vários colchões no chão pra receber minhas queridas amigas. Logo, logo, vou poder trazer pra cá o Quixote e assim, estarei finalmente instalada em Brasília.

domingo, 22 de novembro de 2009

A vida tem dessas coisas III

É... nossa vida pode realmente dar uma grande virada, de uma hora para a outra!

Eis que numa de minhas conversas pelo skype, comentei com o "professoralan" ( o meu contato!!)que eu havia feito no ano passado um concurso para revisor documental do Ministério do Meio Ambiente e havia ficado em nono lugar (embora pudesse ter ficado em primeiro, mas que não sabia a quantas andava tal concurso, se as pessoas haviam sido chamadas, etc... Ele prontamente se ofereceu para verificar, já que tinha meios mais eficientes que os meus para isso. Alguns dias depois ele me liga e me surpreende com a notícia de que haviam sido chamadas oito pessoas (cuja oitava estava no prazo de se apresentar) e caso a oitava não se apresentasse no prazo de uma semana, poderiam chamar a mim. Recebi essa notíca com um pouco de alegria, susto e mesmo sem acreditar muito. Sem divulgar, a não ser para minha mãe talvez uma ou duas amigas, aguardei ansiosamente passar aquela semana. Não podia fazer nada a não ser esperar, não podia programar nada...era apenas uma possibilidade. Bem, passado o prazo, liguei para o ministério e recebi a notícia de que a pessoa à minha frente na lista não havia se aprecentado! Nossa! Fiquei perplexa!! Sério Difícil descrever a sensação. Estava a um passo de Brasília. Mas tinha de esperar mais uma semana, para ver se iria publicar um novo edital me convocando. Essa sim foi uma semana torturante. A confirmação veio. E então começou a corrida contra o tempo para, em menos de sete dias, deixar tudo pronto. Organizar a viagem, deixar meu trabalho finalizado na secretaria, as aulas concluídas no Senac, os diários preenchidos, Fazer todos os exames médicos, arrumar a bagagem!!

E foi então que no sábado, dia 21/11, desembraquei no aeroporto de Brasília. Esperando por mim estava o André. Talvez mais nervoso do que eu...
Bem, eu me pergunto e ao mesmo tempo confirmo, com essa minha experiência, que as coisas que tem que acontecer, realmente acontecem. Que tudo tem sua hora e que o destino... ah, existe sim.

A vida tem dessas coisas II

É, a vida realmente nos surpreende...
Estava eu decepcionada com minha vida amorosa quando decidi responder a um e-mail enviado através de um site de relacionamentos. Era alguém de muito longe, que eu nem sei bem porque me chamou atenção. Eis que as trocas de e-mails foram se tornando muito agradáveis e logo estávamos conversando pelo skype, google talk, telefone...
Pessoas com esperiências amorosas parecidas (e fracassadas), mas com muita vontade de construir um novo relacionamento. A distância, contudo,parecia, dessa vez,realmente um empecílho. Não era um desses lugares para o qual eu (ou ele) pegaríamos o carro e iríamos em algumas horas, ou mesmo um ônibus.. era precisomuito mais que isso.. algumas horas de avião. Mas nem mesmo isso parecia nos abalar. As conversas foram se intensificado, as semelhanças aparcendo, os interesses se cruzando e em pouco tempo era como se nos conhecêssemos há muito tempo. Era melhor, no entanto, nem divulgar muito isso. Os amigo, até para nos proteger de futuras decepções, se encarregariam de jogar água fria, dizer que tudo poderia ser um engano e coisa e tal... Nem seria possível dizer que eu realmente estava certa de minhas impressões. Bem, um e-mail respondido sem muitas pretensões, a distância parcendo um grande problema e eis que em cerca de 40 dias o destino se encarrega de nos colocar frete a frente. Mas isso já história para a parte III.

A vida tem dessas coisas I

É, a vida tem dessas coisas...
Um dia, ao invés dos filhos se refugiarem na casa dos pais, são os pais que vêm se refugiar na sua. Foi assim com minha mãe. Depois de mais de 30 anos de casada se vê praticamente obrigada a sair de sua própria casa para não ter que passar por mais e maiores humilhações. Enquanto o marido está lá, firme no seu propósito de não abandonar a casa e "seu patromônio", disposto mesmo a manter um casamento só por conveniência e para sua comodidade, ela carrega um pouco do que lhe pertencee vem se "refugiar" em minha casa. Com ela vem sua decepção, sua frustração,sua tristeza,sua dor e a filha menor. Com ela vem também um pouco de culpa, um pouco de pena até!! Tantos sentimentos que se fundem e se confundem, a confundem. Se foi duro para mim tomar a decisão de terminar um casamento recente, sem flhos, sem bem algum, imagino como esteja sendo dfícil para ela. Embora a minha opinião, seja melhor assim, eu sei se ela não tem tanta certeza disso. Fica aquele desejo de que ele mude (aos 60 anos de idade), de que ele perceba e tente remediar seus erros, de que ele peça perdão (coisa que eu nunca vi ele fazer...). Contudo, não posso julgá-la por isso. É uma decisão difícil que só deixando o tempo passar um pouco é que poderá ser tomada. Enquanto isso.. minha casa é toda sua.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Certezas

Certezas nessa vida, são poucas as que a gente tem. Fiquemos com as de Mario Quintana enviadas por uma pessoa muito especial...


sábado, 17 de outubro de 2009

sexta na casa da tia




Brinquedos no chão da sala, em cima do do sofá, em cima da cama... colchão no chão, cachorro. Barulho, gritos, gargalhadas. Prato, miojo, carne, grão de milho espalhados pela mesa. Suco, leite!!! Meu quarto revirado, roupas espalhadas... Esse foi o cenário em que se transformou a minha casa ontem.
Tomar conta dos sobrinhos dá trabalho, mas foi tào bom. Tão bom ouvir chamar a "tia langela", ganhar beijos e abraços,dar colo!! Brincar de monstro do BUUU, fazer desfile de fantasias...

domingo, 11 de outubro de 2009

E sempre as mesmas brigas

Semana passada, além do fora que levei ainda tive que ver minha mãe chorando mais uma vez por causa do meu pai, mais precisamente de suas grosserias. Ela sabe minha opinião depois de ter passado minha vida toda vendo cenas como a que vi, se repetindo. Pode ser frieza minha, mas já não consigo nem consolá-la mais. Só que isso, mas do que me magoar, me revolta. Hoje uma revolta mais minha, em meus pensamentos. Em outros tempos eu diria mil coisas para ele... coisas que ele detestava ouvir, e que o faziam ficar com raiva de mim e nos afastavam (afastaram). As mimhas palavras ele já não houve, porque de nada adiantam. Já não sei mais o que dizer a ela também. Não cabe a mim romper com esse círculo vicioso que se formou, cabe a ela. A única coisa que posso fazer é oferecer meus braços para um abraço.